Por Gabriel Madway
SAN FRANCISCO (Reuters) - O presidente-executivo da Apple, Steve Jobs, anunciou o lançamento do "iPad" nesta quarta-feira, buscando definir uma nova categoria de aparelhos sem fio que executará vídeos, games e todos os outros tipos de mídia.
Jobs, que retornou à direção da empresa no ano passado após um transplante de fígado, espera vender o produto a consumidores no valor de um computador de mão, depois que numerosas companhias de tecnologia falharam nessa tarefa nos últimos anos.
Chamado de "iPad", o aparelho é o maior lançamento da Apple desde o iPhone, lançado há três anos, e rivaliza com o smartphone como o invento mais esperado da história da Apple.
Após meses de fervorosas especulações na Internet e entre investidores, Jobs subiu ao palco de um teatro lotado em San Francisco e, com seu famoso jeito de showman, começou a detalhar as funcionalidades básicas do aparelho.
O iPad possui uma tela do tamanho de um teclado real e suporta navegadores da Web. Ele vem ainda com um calendário interno e uma agenda, afirmou Jobs.
Entusiastas da tecnologia esperavam ver um dispositivo eletrônico liso, colorido e de 10 polegadas com uma tela sensível a toque e conectividade sem fio, desenhado para suportar todos os tipos de mídia, de vídeos a jogos, livros eletrônicos e jornais.
Apesar dos rumores que cercavam o lançamento e o tratamento de ouro com relação a produtos eletrônicos ao consumidor que caracteriza a Apple, o tablet --uma prancheta eletrônica maior que um smartphone e menor que um netbook-- não é necessariamente um produto fácil de vender, segundo analistas.
O apetite do consumidor por um aparelho que esteja em algum lugar entre um celular inteligente e um laptop ainda precisa ser provado, embora muitos inventos --como o leitor digital Kindle, da Amazon.com-- disputem o mercado.
A Apple vinha mantendo muito segredo sobre seu tablet. Por isso, o mercado vinha fazendo muita especulação acerca do invento.