Fonte: rotícias.r7.com
Os hackers, que nas últimas semanas atacaram e derrubaram diversos sites do governo brasileiro, são também a solução para o problema de segurança digital no país. Segundo especialistas consultados pelo R7, o governo deve contar com os hackers para blindar páginas e servidores oficiais e impedir futuros ataques.
A possibilidade de chamar hackers para ajudar na melhoria da segurança virtual já foi mencionada pelo governo. O ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, disse na última segunda-feira que quer chamar os hackers para trabalhar para o ministério, em projetos de transparência de dados e de sites.
- Eles são jovens talentosos que mudam a tecnologia o tempo inteiro e que nós temos que dialogar.
Para o especialista em Tecnologia da Informação Sandro Melo, que é professor da Faculdade de Tecnologia Bandeirantes (Bandtec), falta capacitação dos profissionais que trabalham com segurança digital.
- As pessoas que estão atuando na área, principalmente no governo, conhecem de segurança e conhecem programação, mas não estão focadas em segurança como deveriam.
Melo diz que há metodologias e ferramentas para investigar invasões hackers. O que falta, no entanto, são pessoas capacitadas para fazerem isso.
- Não adianta ferramental arrojado se as pessoas não entendem como as coisas acontecem.
É aí que entram os hackers. Milagre afirma que os hackers estão muito à frente dos investigadores digitais.
- O cracker está muitos passos em termos de tecnologia e difusão de conhecimento na frente dos peritos cibernéticos.
Segundo Melo, contratá-los é uma medida que “vale a pena e deve ser feita”. Mas ele alerta, no entanto, que, além do conhecimento que esses jovens têm de tecnologia, outros fatores devem ser considerados.
- O valor ético é importante. Um jovem desse no governo sem valor ético vai gerar mais problemas.
Melo sugere que o governo poderia abrir concursos públicos focados nesses tipos de profissionais.
- Isso faz girar a roda. As empresas e cursinhos começarão a olhar essa demanda, que é grande, mas está reprimida e não-oficializada.
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